Prepara um curso sempre faz pensar

Preparar um curso sempre faz pensar

Do que você falaria se fosse preparar um curso para apresentar a jornalistas e produtores de conteúdo em Belém do Pará?

 

Fui convidado pela Vale, a antiga Companhia Vale do Rio Doce, a apresentar dois pequenos cursos no Pará, dentro de um evento para jornalistas. Não para jornalistas que trabalham para a Vale, mas profissionais em geral, que mantém seus próprios veículos e também escrevem e produzem conteúdos para outros canais, próprios e de terceiros.

Entendo que é uma ação de relacionamento da Vale com um de seus públicos de interesse, ao patrocinar um evento que reúne outras discussões ligadas à tecnologia, cultura e jornalismo.

Achei legal a ideia e aceitei. O primeiro curso ou apresentação, como preferir, será em Belém, capital que não conheço ainda; o segundo será na estrutura da Vale em Parauapebas, no Pará, com outras apresentações de outros temas.

Falando nisso, qual será o meu tema? O que posso falar que possa ser útil?

Preparar um curso é buscar um outro olhar

Comecei a preparar a apresentação com uma linha central, sabendo que seria uma linha frágil e bem capaz de tomar outra direção.

Inicialmente pensei em comentar sobre como escrever sempre vem junto com outros adereços. Uma série de detalhes que pedem muita atenção, como a escolha da palavra chave, nem sempre fácil, além do título, do resumo e dos entretítulos, que são guias para facilitar a leitura na página.

E também alguns itens que devemos seguir, trafegando em itens como design, webwriting e marketing digital. E SEO? Cabe em um mundo inteiro. Search Console e as mil ferramentas de SEO são um território que você não vai conseguir dominar e pode facilmente se perder. Para um jornalista, as práticas de SEO são uma verdadeira caverna tailandesa inundável.

Lugar escuro, difícil de sair, com perigo de afogamento e resgate complicado.

Ou seja, optei (por enquanto) comentar alguns quesitos que consegui dominar mais ou menos e sugerir que sejam conhecidos e usados também pelos colegas de lá que por ventura não os conheçam ou pratiquem. Se conseguir transmitir o guia de boas práticas do Vicente já será útil e válido.

Conversão

Do marketing digital, acredito que o jornalista deve pegar emprestado e entender claramente o que significam dois termos: conversão e persona — e como se aplicam em seus objetivos pessoais e os objetivos de seus sites, blogs ou canais.

Mas depois a linha central começou a ser puxada para outro lado. Poderia também falar das lições aprendidas quando dirigi dois sites que alcançaram alguma notoriedade em públicos de nicho, como foi com o Webinsider e o Outrolado antigo.  Publicações ótimas, mas nem sempre prósperas em faturamento. Projetos que tiveram chance de crescer bastante, mas não rentáveis se baseados apenas em publicidade.

Mas quais seriam as lições aprendidas? Uma delas é não tentar fazer tudo sozinho. No caso de um projeto maior, além de sua capacidade editorial, de publicação e planejamento, você vai precisar de apoio comprometido no desenvolvimento, no design e na captação de recursos (publicidade, patrocínio ou investimento). As pessoas envolvidas devem ter talento, ser produtivas e trabalhar em sintonia.  Não é pouca coisa.

E sigo preparando o curso, qualquer coisa volto aqui novamente.

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Passado algum tempo, eis o resultado: a apresentação em PowerPoint:  vicente_tardin_conteudo_01

Outrolado_

 

O outro lado do avesso

 

A minha empresa não tem manual de redação

Vicente Tardin é editor, jornalista, gestor de conteúdo e consultor para projetos online. Foi o criador dos sites WebWorld (1997) e Webinsider (2000).

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