O Brasil está entre os primeiros lugares em termos de “early adopters” de redes sociais. Essa boa colocação não nos surpreende, uma vez que nosso povo é mundialmente reconhecido como amistoso, caloroso e por sua facilidade de relacionamento.
Esse aspecto cultural acaba refletindo imensamente no comportamento de uso da internet. Boa parte do tempo de navegação do brasileiro, é gasto em redes sociais. A rápida e massiva adesão dos internautas brasileiros ao Orkut surpreendeu muitos executivos na sede do Google em Montain View.
O mesmo acontece com Twitter, YouTube e mais recentemente, o Facebook. Quanto a esse último, o que venho percebendo é que no Brasil, está crescendo como uma rede social um pouco “elitizada”, enquanto o Orkut atrai cada vez mais usuários das Classes C e D.
O mesmo acontece com entre o Twitter e o YouTube, por exemplo. Embora os conceitos de uso dos sites como redes sejam bem diferentes, sua audiência também segue os mesmos passos na distinção do perfil sócio-econômico. Enquanto o Twitter é uma ferramenta de alcance de Classes A e B, no YouTube é possível falarmos com C, D e E.
Seria isso um fenômeno natural de divisão social ou as classes de baixa renda estão em atraso em relação uso de internet? Há muitas respostas para essa pergunta, algumas das quais podem usar conceitos técnicos baseados em usabilidade ou sociologia.
A formação de redes virtuais de relacionamento é uma espiral que, em ambientes divididos por níveis sócio-econômicos, tende a se fundir e abrir espaços para todas as classes.
A verdade é que o planejamento estratégico de campanhas de marketing em redes sociais não deve deixar de levar em consideração esse aspecto de divisão, enquanto não acontecem as fusões.
O crescimento em progressões geométricas do uso das redes sociais no mundo vem apontando que cedo ou tarde, essas espirais irão se fundir. A abertura do Linkedin para o Twitter é um exemplo dessa fusão. Outro exemplo é que no Facebook, é possível assistir vídeos do YouTube.
Prever o que irá acontecer nesse mercado é pura especulação, mas sabemos que uma realidade bastante próxima é o uso das redes sociais como motivação de compras, o social commerce, mas isso é assunto para outro artigo.
Em São Paulo é possível fazer bons cursos sobre estratégias de marketing em redes sociais. Um deles acontece em Estratégias de Marketing em redes Sociais
As inscrições para próxima turma estão abertas e as vagas são limitadas.
Mestre em Comunicação e Administração, MBA em Gestão e Estratégias em Negócios, foi Executivo de Contas pelo Yahoo! Brasil, Professor nos cursos de MBA da Universidade Anhembi Morumbi e da FIA/PROVAR/USP e Diretor de Marketing e Vendas para América Latina na e-bit, empresa de informações de comércio eletrônico do Grupo BuscaPé, atendendo clientes como Claro, Pernambucanas, Wal-Mart, Saraiva, Polishop, Ponto Frio e MasterCard, entre outros. Lecionou na Universidade da California - Berkeley e estruturou os departamentos de E-commerce e Online Marketing de uma Start-up em San Francisco, California. Autor do Livro "Como Abrir uma Loja Virtual de Sucesso. Atualmente é Coordenador da Ecommerce School e CEO da startup iHouse eCommerce Agency.
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