No dia 16 de dezembro de 1947 nasce a revolução digital!
Foi em Murray Hill, New Jersey, EUA, quando dois cientistas do renomado Bell Laboratórios construíram um dispositivo com alguns contatos de ouro, um pequeno material semicondutor e um clipe de metal dobrado.
A invenção era capaz de amplificar uma corrente elétrica ou ainda ligá-la e desligá-la. Surge o transistor!! E depois o chip de silício e depois a nanotecnologia e depois e depois...
Depois da revolução agrícola, industrial e de serviços, o homem vive a revolução do conhecimento.
O impacto será total: ficarão comuns termos como nanotecnologia, realidade virtual, telecomunicações em escala planetária a custo zero, além dos reflexos em todas as atividades humanas conhecidas e as que hão de surgir.
Tudo vai mudar, ou está mudando, vertiginosamente. Prepare-se!
Na nova economia, saem de cena a linha de produção, o marketing pré-histórico e entram os websites, os blogs, as redes de relacionamento, enfim, o Conhecimento!
É a informação na forma de bits.
Entre os primórdios do computador, uma das figuras mais importantes é a inglesa Ada Byron, que viveu no século 19 e pode ser considerada a primeira programadora da história.
Outro pioneiro foi o matemático Charles Babbage, que criou um dos primeiros protótipos de máquina calculadora.
A ORIGEM – O surgimento da internet remonta aos anos 60, época da Guerra Fria. No departamento de Defesa norte-americano estudava-se a melhor forma proteção para um ataque nuclear soviético. Definiu-se que uma rede de computadores daria conta do recado, desde que ligasse diferentes regiões dos Estados Unidos.
Desta forma, a rede continuaria funcionando mesmo que um computador fosse afetado. A Arpanet – a Advanced Research Projects Agency (ARPA), integrante do sistema militar, pôs em prática o projeto.Quando a ameaça da Guerra fria cessou, a Arpanet tornou-se praticamente inútil, para fins militares.
Permitiu-se o acesso à rede dos cientistas, que detonaram o processo de expansão virtual. Quatro locais conectados: Universidade da Califórnia (UCLA); Instituto Pesquisa Stanford, Univ. Sta Bárbara e Univ. de Utah
COMUNIDADE CIENTÍFICA – Percebeu-se rápido que a sincronização entre vários computadores daria um salto nos estudos e pesquisas acadêmicos. Em 1973, as primeiras conexões internacionais foram estabelecidas, integrando à rede universidades da Noruega e Inglaterra.Durante as décadas de 70 e 80 apenas universidades (inclusive brasileiras) estavam conectados.
1990 – o físico inglês Tim Berners-Lee descentralizou o sistema de computadores. Nasce a WWW (extensa rede mundial, em inglês); 1993 – aparece o primeiro navegador,o Mosaic; 1994 – outro navegador surge, o Netscape; 1995 – a Microsoft, do mais rico Bill Gates, numa reação tardia, mas não falha, lança o Internet Explorer, embutindo no Windows, suscitando reações de lobby no congresso americano.
NO BRASIL – A história da internet comercial tupiniquim começou tardiamente, em 1991, quando foi criada a RNP (rede nacional de pesquisa). Em 1994, no dia 20 de dezembro, a Embratel lança o serviço experimental da Grande Rede.
Em 1995 este humilde articulista teve o primeiro contato com a internet, na Telesc e na Universidade Federal de Santa Catarina (mas isso não é parte da história...).
Somente em 1995 é que foi possível a abertura da Internet para exploração comercial, sendo que o primeiro site comercialmente conhecido foi o Jornal do Brasil Online, www.jb.com.br
A internet não é gerida por nenhuma força central ou organização. Não há um presidente, ou escritório central.
O sistema funciona a partir das redes que a compõem e dos próprios usuários, sendo o registro de domínio o único ponto mantido pelos governos, através de agências especializadas.Formas revolucionárias de computação vêm sendo pesquisadas, tais como a computação quântica e a computação biológica, com DNA.
Estas novas tecnologias, apesar de muito recentes, têm se mostrado bastantes promissoras. Talvez possam ser trocadas pelos chips de silício. Os cientistas esperam, manipular átomos, moléculas e células a fim de processar a informação. A eletrônica molecular promete construir superchips infinitamente diminutos, mas bilhões de vez mais potentes rápidos que processadores atuais.
IMPORTÂNCIA DA INTERNET – um cidadão em qualquer parte pode não apenas ter acesso a informações localizadas nos mais distantes pontos do planeta (uma ligação via voz utilizando o Skype com a Antártida, por exemplo).
As pessoas trabalham em casa com a mesma produtividade, ou maior. Definitivamente, o século 21 não será para analfabetos virtuais, é a dura e cruel realidade. Hoje em dia, só para ser ter uma idéia, quem não tem e-mail, pelo menos entre as classes que têm acesso ao computador, o que infelizmente, é uma minoria no Brasil, é considerado até certo ponto ”de ouro planeta”.
Imagine um computador com tela plana, no qual os softwares são executados através da voz. Enquanto interage com um amigo, baixa filmes e músicas, assiste a vídeos e noticiários, ou seja, parodiando os Titãs, tudo ao mesmo tempo agora.
A conexão descarta os fios. Também é possível usar a máquina para ver gráficos em terceira dimensão, sem o uso de óculos especiais, se relacionando com outras mídias, tais como rádio, TV e celular. Ficção? Não, tudo isso já existe e será comum ao seu redor em breve, dentro de um ou dois anos.
A wireless, tecnologia sem fio, avança célere pelo mercado do Brasil, e daqui pra frente deve ser considerada obrigatória para palms, computadores, laptops e periféricos. Programas de reconhecimento de voz, como o ViaVoice (Intel) tornam factível cada vez mais a realidade da quarta revolução, depois da agricultura, industrial e de serviços. Pois é, o bonde está passando, e quem não embarcar vai ficar para trás.
O desenvolvimento da tecnologia acontece tão rápido que uma descoberta sugere outra, num círculo virtuoso. A TI (Tecnologia de Informação) progride a passos de gigante: a HP pretende investir 4 bilhões de dólares por ano, a Intel US$ 5 bi e a Microsoft, do mais rico Bill Gates, cerca de 7 bilhões de verdinhas.
O desenvolvimento tecnológico não só tornou as máquinas mais “amigáveis” como reduziu custos, tornando, conseqüentemente, produtos mais acessíveis. As palavras da vez são: mulfifuncionalidade, conectividadade e rapidez, aliadas à alta performance. Novas obsessões: inclusão digital, universalização do acesso aos PCs;
A grande mudança para o usuário doméstico é que as novas máquinas, com diferentes aplicativos, transformar-se-ão em verdadeiros centros de entretenimento, o que já acontece hoje, por exemplo, com produção de cinema (vide Matrix) e até os novos DJ, cujas músicas são baixadas quase que inteiramente pela internet, com o auxílio de compartilhadores de arquivos, tais como Kazza, o E-mule, o Shareaza ou o Lime wire.
Os gastos com propaganda virtual deve atingir 16 bilhões de dólares em 2009 – A internet deve registrar o maior incremento das verbas publicitárias.Com o crescimento inevitável da banda larga e a tecnologia sem fio (wireless), as empresas apostam na sofisticação do consumo doméstico. A partir de agora, um vendedor pode expedir uma venda de qualquer lugar onde existe uma rede sem fio.
Não é mais necessário enviar as informações para a empresa pela internet, para que ela emita o documento, numa queima de etapas natural.
Alexandre Cabreira é articulista em Criciúma, Santa Catarina, Brasil...
Alexandre Cabreira é curioso por excelência. Usuário da web deste 1993, cursa Ciências da Computação e começa a flertar com a Web Semântica. Espera que dê casamento... É editor do blog Infologia ! (http://alexandrecabreira.com.br )
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