
no mundo real, as idéias de grátis mais comuns são, muitas vezes, maquiadas para dar impressão de um bom negócio. compre 2 e leve 3, amostra grátis, compre um produto e ganhe um brinde. etc. puro marketing, os valores já estão inclusos nos produtos.
algumas empresas off-line inovam e, de fato, dão coisas grátis. os clientes da SampleLab, em tóquio, ganham até 5 ítens grátis a cada visita. velas, cartuchos de tinta, creme, jogos de vídeo-games, etc. tem de tudo, e tudo gira em torno de U$50. como isso é possível? a maior parte da receita provém do aluguel dos espaços na prateleira da loja e do feedback dos clientes. interessante, não?
o fato é que de uma forma ou de outra, no mundo real, há um custo envolvido na produção na qual precisa ser paga. seja através de outro produto, seja através de um fornecedor, seja alguém que pague por você, etc.
aqui, mundo digital, o “grátis” se transforma em cada vez mais grátis. quando pegamos um livro, um vídeo, uma foto, ou qualquer informação que seja, e transformamos em bits, o custo de reprodução cai vertiginosamente. assim como a lei de moore afirma que o processamento dos computadores dobram – sem aumentar o custo – a cada dois anos, o preço da a largura de banda e o armazenamento caem tal rápido quanto. ou seja, isso faz com que o custo do youtube para postar um vídeo caia pela metade em 1 ano. isso faz com que, cada vez menos, o flickr gaste por uma foto postada lá.
ora, se meu preço de reprodução cai toda hora, a tendência é ser zero. pensando nisso, eu posso distribuir informação gratuita pra deus e o mundo. o mercado, nesse ambiente, é bem mais disputado por reputação e atenção dos usuários. foi não pensando nisso que muitas empresas foram a falência em 2001, na bolha da internet.
a maioria dos produtos do google, se não forem todos, são totalmente de graça pra ganhar atenção e reputação dos usuários. com isso ele – através dos links patrocinados – utilizou um estilo inovador de ganhar dinheiro e se tornar uma empresa bilionária.
o flickr, o rapidshare (vários shares), o eu vou passar, o financial times e vários outros serviços na internet desenvolveram a idéia do freemium pra ganhar dinheiro. eles disponibilizam serviços grátis pra maioria dos usuários. mas se você quiser uma coisinha a mais, você paga por isso. é a ideia que 5% dos usuários sustentam todo o resto.
enfim. “a informação quer ser livre” disse chris anderson. no mundo dos bits você não cobra por informação, seria injusto. notoriamente vemos isso. então pense, inove, invente uma maneira de aproveitar essa oportunidade.
ps: as idéias desse post foram, meramente, furtadas de chris anderson, autor do livro free: grátis – o futuro dos preços e a cauda longa. por isso, coloquei a imagem do livro lá em cima. vale a pena ler.
